I'm sorry, I didn't make myself clear...

Ela tinha uns 43 e eu estava lá pelos meus 16 anos pelo o que me lembro. Não era muito fã dela por assim dizer, mas dava umas boas risadas com aquela professora. De qualquer forma, não achava naquela época que aquelas aulas me dariam conhecimento de vida e de como ser uma pessoa melhor.
Era uma das primeiras aulas de gramática que tive com ela quando ela explicou sobre a função fática à turma. Cortando a parte nerd, ela estava ensinando como os problemas de comunicação ocorrem e como reagimos a eles. Sei que costumo usar bastante a palavra epifania, mas realmente as epifanias são muito frequentes em minha vida. Lembrei do acontecido, pois a professora se referia que geralmente quando há um problema na comunicação é muito frequente culparmos o receptor e raramente o emissor.
Então fica um conflito, pois o emissor culpa o receptor pelo mal entendido e vice-versa. No entanto, o que ela me ensinou e que eu nunca havia pensado é que muitas vezes a culpa está mesmo é no emissor. Se o emissor se expressa adequadamente, não há porque o receptor não entender. Entretanto, o emissor muitas vezes se expressa mantendo assuntos nas entrelinhas achando que seriam óbvios para o receptor e muitas vezes, não é. 
Mais incrivelmente a professora ensinou uma frase que há muitos anos escutei em inglês, mas nunca relacionei com a minha própria língua. "Desculpa, eu não me fiz entender". Aquilo foi algo que eu estava esperando há muito tempo para assimilar e simplesmente ela ali o fez de maneira criativa, engraçada e didática. De fato muitas coisas passam despercebidas por nós e quando percebemos, pensamos como não notamos aquilo antes.

Comentários

Postagens mais visitadas