o sonho do vermelho derramado.

Talvez, quem sabe, aquela ponte era o maior desejo que se poderia ter.
Talvez, quem sabe, aquela ponte traria o maior prazer de todos os tempos.
Talvez, quem sabe, aquela ponte não representaria nada para o mundo...
Talvez, quem sabe, aquela ponte seria a solução.
Ah sim, era aquilo que desejava profundamente e com todas as forças possíveis; não encontraria em mais nada o que sentia ao estar prestes a ter determinado contato emocional...
Com tempo, até mesmo para ela seria besteira, mas aquela ponte... ah sim, aquela ponte traria todas as repostas, hoje, vazias e sem sentido... Com aquela ação, as respostas se tornariam claras, complexas, verdadeiras e reais.
Como ter aquilo, sem o ter que fazer? Era o que queria saber... Não queria arriscar algo que corria em seu próprio corpo, mesmo não se importando muito com ele; mas havia pessoas que se importavam muito com o mesmo... talvez, ela fosse amada por alguém. Porém, voltando ao assunto de ter sem agir, seria estranho que conseguisse, pois se conseguisse, creio que seria infeliz. Seria infeliz e chegaria ao ponto de fazer da mesma maneira se não o soubesse... A diferença do fazer sem saber é a coragem, a aventura e a curiosidade que tomavam conta de seu corpo, de sua mente, de seu sangue. Fazer por fazer, seria covardia... Seria querer fugir sem ter para onde.
Quer saber? A tortura da curiosidade é mais forte que a coragem.
Quer saber mais? Isso é só por enquanto.
O existir destroi.

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