Sucessões...
Eu passei tanto tempo ensaiando minhas palavras para tal momento e agora nada flui como o planejado. Mas a vida é assim, eu acho. Aqueles momentos em que apenas vivemos aquela sucessão de "por que?" e "para que?". Crises dramáticas existencialistas, talvez nunca 'compartidas'. A sucessão de perguntas, é claro. A de respostas não seria muito propícia a um momento de recomeços. Ou talvez seria. As respostas implicam um fim que, por conseguinte, implica um começo. Tudo depende, os Maias acreditavam no tempo como uma sucessão de ciclos. Dizem que a vida é feita de fases, por que não ciclos? Por favor, que não sejam viciosos, óbvio. Saudáveis. Assim como os Maias acreditavam, eu também posso acreditar nos ciclos. Nos ciclos que fluem tranquilamente. Uma utopia, eu sei. A vida tende mais para trajetos baseados nos troncos do Cerrado; um tanto quanto tortuosos. Deliciosamente tortuosos. Qual seria o grande propósito da aura das perguntas se todas as respostas já lhes fossem dadas? O mesmo reles propósito que seria da vida sem as curvas e estreitamentos.

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