Kumon

A página em branco.
Às vezes eu gostaria que a vida fosse assim mesmo. Que tivesse uma opção de abrir uma nova postagem e você faz seu próprio rascunho. Na verdade, eu acho que a vida funciona mais como o método Kumon.
Eu ainda lembro daquela garotinha indo ao Kumon. Por incrível que pareça, ela gostava de ir. Gostava de conversar com outras crianças lá. Gostava de matemática, gostava das professoras, gostava das atividades. Só não gostava de errar. Nunca gostou de estar errada. Mas as pessoas erram e as continhas também vinham erradas. Mas a técnica do Kumon é bem interessante. Quando você recebe a atividade a ser corrigida, não pode apagar a conta inteira. Você deve analisar a atividade e encontrar o local do seu erro e a partir dali corrigir a atividade. Parece algo que lhe prepara para a vida mesmo você não percebendo.
Eu também lembro do jeito que ele me olhou quando eu entreguei aquele papel em suas mãos. Eram olhos excitados e confusos ao mesmo tempo. Ele viu ali que a vida funciona como o Kumon. Pelo menos eu sei que eu vi. Não há a opção apagar tudo. Não, meu caro. Antes tivesse. Eu sei bem que você daria tudo para voltar naquele dia e mudar o percurso da história, não é mesmo, meu amor? Infelizmente não temos mesmo tal opção. A única saída agora, meu querido, é editarmos os textos, já que a história dos nossos erros já foi escrita. Por você.

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