Tempo
Às vezes tudo o que a gente precisava era um tempo. Não desses clichês baratos que são propostos quando se tem dúvida em um relacionamento. Ou quer, ou não quer. Eu bem que queria. Mas o papel que decidiu se distanciar de mim. Não reconhecia mais aquelas frases, aqueles sentimentos e ler talvez me deixaria mais triste do que livre. Meu tempo era de escrever. As frases vinham e ficavam em minha mente, mas não eram minhas mais.
Sempre fomos livres. Seus olhos sempre me disseram isso. Seu abraço sempre me disse isso. Seguimos livres. Livres?
Eu costumava escrever para que meus pensamentos ficassem mais claros, para que meu coração ficasse mais leve e para enterrar certos assuntos. No entanto, não enterramos se escrevemos. Apenas cicatrizamos tudo isso, não é mesmo?
E você, como é que vai? Anda escrevendo bastante sobre as atrocidades do mundo, sobre as melancolias do universo, sobre as sentimentalidades todas? Eu nem sei mais para quem escrevo. Nem mesmo escrevo.
Você está aí? Sinto que não. Sinto que me abandonaste mesmo sabendo que eu não era Deus e sabendo eu ser fraca.
As pernas continuam seguindo e eu sem entender muita coisa. Porém, quem é que entende quando tudo vai devagar? A tarde não segue mais azul, mas a noite sim.
Sigo imaginando o homem de bigode. Um homem sisudo, porém, tranquilo. Eu sei que ele aguarda meus textos que eu nunca escrevi e que não sei se escreverei. Não escrevo mais. O papel foge de mim por diversas vezes que me pergunto qual mal fiz a ele. Ou será que ele quem me fez mal? Não. As frases que fugiram de mim. As palavras continuam a dançar em minha mente sem que ocorra uma lógica pela qual valha a pena escrever. No fundo, no fundo, eu sei que eles me abraçam. Eu sei que dançamos juntas ao redor do Sol. Sei também que quando a Lua vier, estaremos prontas e organizadas do nosso jeito, waiting for you.
E você, como é que vai? Anda escrevendo bastante sobre as atrocidades do mundo, sobre as melancolias do universo, sobre as sentimentalidades todas? Eu nem sei mais para quem escrevo. Nem mesmo escrevo.
Você está aí? Sinto que não. Sinto que me abandonaste mesmo sabendo que eu não era Deus e sabendo eu ser fraca.
As pernas continuam seguindo e eu sem entender muita coisa. Porém, quem é que entende quando tudo vai devagar? A tarde não segue mais azul, mas a noite sim.
Sigo imaginando o homem de bigode. Um homem sisudo, porém, tranquilo. Eu sei que ele aguarda meus textos que eu nunca escrevi e que não sei se escreverei. Não escrevo mais. O papel foge de mim por diversas vezes que me pergunto qual mal fiz a ele. Ou será que ele quem me fez mal? Não. As frases que fugiram de mim. As palavras continuam a dançar em minha mente sem que ocorra uma lógica pela qual valha a pena escrever. No fundo, no fundo, eu sei que eles me abraçam. Eu sei que dançamos juntas ao redor do Sol. Sei também que quando a Lua vier, estaremos prontas e organizadas do nosso jeito, waiting for you.

Comentários